Luxo resgata o artesanal e valoriza o tempo de produção
Alex Ferraz
Moda de luxo retoma o feito à mão como resposta ao consumo acelerado; marca Estúdio, da Homem do Sapato, aposta em processo e acabamento.
Em um cenário de consumo acelerado e produção em larga escala, o luxo contemporâneo passa a seguir um caminho inverso. O artesanal reassume protagonismo como resgate e como reação à padronização e ao imediatismo.
Peças feitas à mão carregam atributos que fogem da lógica industrial, como identidade e singularidade. Além disso, o valor se desloca para a técnica e para a atenção dedicada a cada etapa do processo.
O valor do gesto humano
Segundo o texto, o artesanal não busca a perfeição mecânica, mas a excelência construída pelo gesto humano. Dessa forma, escolhas sobre matéria-prima, ritmo e acabamento passam a definir a percepção de sofisticação.
“O artesanal resgata o valor do tempo e do cuidado, algo que o consumo acelerado acabou deixando em segundo plano. No luxo, cada escolha importa: o material, o processo e o ritmo de produção”, comenta Renata Braga, cofundadora e diretora comercial da Homem do Sapato.
Estúdio, nova marca da Homem do Sapato
Nesse movimento, surge o Estúdio, nova marca de luxo da casa Homem do Sapato. A proposta é tratar o processo como parte central do produto, segundo a cofundadora.
Cada peça é desenvolvida artesanalmente e respeita o tempo necessário de execução. Em seguida, forma, acabamento e funcionalidade buscam equilíbrio em um modelo descrito como mais consciente.
“Quando o feito à mão volta ao centro, ele devolve identidade às peças e cria uma relação mais consciente entre quem produz e quem consome”, completa Renata.
Detalhes, durabilidade e escolha consciente
No Estúdio, o luxo aparece em costuras precisas, materiais selecionados e acabamentos minuciosos. Além disso, a estética é descrita como essencial e atemporal, com foco em durabilidade.
O texto aponta que o retorno do artesanal reflete uma mudança de comportamento, e não apenas uma tendência. Por fim, saber de onde vem, como é feito e por que existe passa a compor o valor de uma peça.