Novos camarotes no Anhembi reforçam o Carnaval de São Paulo como plataforma de negócios criativos, turismo e transformação urbana, com foco em experiências.
O Carnaval de São Paulo deixou de ser apenas espetáculo popular e ganhou força como engrenagem da economia criativa. A cada ano, o Sambódromo do Anhembi vira polo temporário de empregos, circulação de capital e inovação. Além disso, o evento valoriza profissionais de cultura, entretenimento e hospitalidade.
O crescimento de camarotes e projetos de experiência indica mudança de perfil do público e do mercado. Não se trata só de ver os desfiles, mas de viver o Carnaval de forma integrada. Dessa forma, música, gastronomia, design, conforto e serviços entram no mesmo pacote.
Novos espaços e cadeia produtiva
A estreia de espaços como o Camarote Euphoria, em 2026, aparece como reflexo desse movimento. Segundo dados citados pelo setor cultural, cada grande estrutura no Anhembi aciona uma cadeia produtiva ampla. Em seguida, entram em cena cenógrafos, produtores culturais, equipes técnicas, artistas e fornecedores.
O texto também cita profissionais de alimentos e bebidas, segurança, limpeza, fotografia e criação de conteúdo. Além disso, marketing e audiovisual participam da operação. Assim, o Carnaval amplia oportunidades de trabalho em diferentes frentes.
“O Carnaval é um dos poucos momentos do ano em que a cidade opera de forma totalmente integrada em torno da cultura. É uma engrenagem que movimenta talentos locais e cria oportunidades reais de trabalho”, afirma Alberto Miranda, um dos idealizadores do Camarote Euphoria.
Profissionalização e posicionamento nacional
A profissionalização do evento também reposiciona o Carnaval paulista no cenário nacional. Historicamente, outras cidades dominaram essa associação. No entanto, novos formatos de camarotes acompanham o amadurecimento do público e do mercado.
“São Paulo aprendeu a olhar para o Carnaval como um ativo cultural e econômico. Hoje, ele dialoga com turismo, negócios criativos e entretenimento de alto nível, sem perder a essência popular”, destaca Carlos Alves, sócio de Alberto no projeto.
Camarotes como laboratório de experiências
Mais do que estruturas de entretenimento, os camarotes passaram a funcionar como laboratórios de experiência. Cenografia, iluminação, identidade visual, curadoria musical e hospitalidade ganham planejamento detalhado. Dessa maneira, esses elementos constroem narrativas alinhadas ao Carnaval contemporâneo.
“Existe uma busca genuína por experiências que façam sentido, que tenham identidade. O público quer se sentir parte de algo, não apenas consumir”, completa Alberto.
A presença desses espaços também impacta o turismo durante os dias de desfile. Hotéis, bares, restaurantes, aplicativos de transporte e serviços urbanos registram aumento de demanda. Além disso, o Carnaval atrai visitantes de outros estados e do exterior.
Equilíbrio entre inovação e tradição
Para Carlos Alves, o desafio é equilibrar inovação e respeito à tradição. O Carnaval envolve memória, território e pertencimento. Portanto, projetos que buscam crescer no evento precisam reconhecer essa responsabilidade.
“O Carnaval é memória, território e pertencimento. Qualquer projeto que se proponha a crescer dentro dele precisa entender essa responsabilidade. O mercado evolui quando caminha junto da cultura”, afirma.
Com novos projetos e maior escala, o Carnaval de São Paulo se afirma como plataforma estratégica de desenvolvimento criativo. Cultura, economia e cidade se encontram na avenida. Por fim, o evento segue reinventando a forma de viver o desfile.
Serviço — Camarote Euphoria 2026
Datas: 13, 14 e 15 de fevereiro + 21 de fevereiro (Desfile das Campeãs)
Local: Sambódromo do Anhembi — Setores G e H, São Paulo
Atrações confirmadas: Billy SP, Renato da Rocinha, Gica, Almirzinho e Leozinho Nunes
Diferenciais: open bar premium, open food, vista privilegiada, ativações, cenografia especial e área instagramável
Lotes disponíveis: três primeiros lotes promocionais do térreo (limitados); mezanino com vendas liberadas após o encerramento dos lotes iniciais
Classificação indicativa: 18 anos
