Boi da Macuca faz turnê nacional em 2026 e chega ao Rio com apresentação gratuita na Praça Mauá, levando cortejo completo de frevo.
O carnaval de rua de Pernambuco chega ao Sudeste em 2026 com a turnê do Boi da Macuca. O grupo fará apresentações gratuitas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além disso, a proposta leva às ruas um cortejo de frevo em dimensão rara no país.
Fundado em 1989 na zona rural de Correntes, no agreste pernambucano, o Boi da Macuca completa mais de 35 anos. A agremiação criou uma linguagem própria ao unir brincadeira de boi, frevo e forró. Dessa forma, transforma o espaço urbano em experiência coletiva de celebração popular.
Turnê valoriza frevo em formato completo
A turnê busca difundir o frevo em seu formato pleno de agremiação de rua. O cortejo inclui personagens e alegorias típicas, com potência estética, sonora e simbólica. No entanto, iniciativas desse porte são raras fora de Pernambuco.
Em geral, apresentações de frevo fora do estado ficam restritas a palcos ou recortes reduzidos. O texto aponta o alto custo logístico como fator limitante. Portanto, a circulação do Boi da Macuca com grande formação ganha caráter excepcional.
Referência histórica e intercâmbio cultural
Nesse contexto, a turnê se conecta a uma tradição pouco recorrente. O texto cita como referência simbólica a viagem do Clube Misto Vassourinhas do Recife ao Rio e a Salvador, na década de 1950. Assim, o projeto reforça a projeção do frevo além de Pernambuco.
Para manter a experiência completa, a Macuca circula com a alegoria gigante do boi, estandarte, abre-alas, clarins e a Orquestra de Frevo do Maestro Oséas. A formação reúne mais de 70 integrantes, entre músicos e personagens. Dessa maneira, o cortejo cria um intercâmbio entre pernambucanos, cariocas, paulistas e foliões de várias regiões.
Repertório e convite ao público
O cortejo apresenta o frevo em máxima potência, com orquestra de metais. O repertório inclui frevos tradicionais, arranjos autorais e versões em frevo de músicas do cancioneiro nordestino. Em seguida, a proposta entrega uma experiência sonora e visual intensa.
O grupo resume o clima com a frase “a mala vai cheia de frevo”. Além disso, o convite inclui preparar as canelas, vestir vermelho, azul e amarelo e seguir o Caminho do Boi. Assim, a apresentação busca participação espontânea do público.
Reconhecimento e continuidade fora da sazonalidade
O Boi da Macuca é reconhecido como Ponto de Cultura desde 2005 pelo Ministério da Cultura. Também foi declarado Patrimônio Imaterial do Município de Correntes em 2021. Além disso, venceu prêmios como Culturas Populares (2017) e o Prêmio de Economia Criativa da Fundaj (2020).
No Carnaval de Olinda, o cortejo figura entre os maiores da cidade, com públicos superiores a 20 mil pessoas. A circulação nacional reforça a valorização do frevo como música de rua e patrimônio vivo. Dessa forma, o grupo busca romper a sazonalidade e manter orquestras e músicos em atividade o ano inteiro.
Ao mesmo tempo, a turnê amplia a visibilidade da brincadeira de boi pernambucana. O texto afirma que a manifestação ainda tem pouco reconhecimento institucional, apesar de ser central no Nordeste. Por fim, o projeto pretende oferecer uma experiência real do carnaval pernambucano fora do território de origem.
O projeto tem incentivo do Funcultura e da Política Nacional Aldir Blanc Pernambuco. Também conta com apoio do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura, e do Ministério da Cultura. Portanto, a iniciativa articula fomento público e difusão cultural.
Serviço
Rio de Janeiro
24.01
Museu do Amanhã – Praça Mauá, 1 – Centro, Rio de Janeiro
Concentração: 14h
