Ícone do site Alex Ferraz

Red Hat: IA consolida 2025 e projeta 2026 mais sofisticado

  Sandra Vaz, da Red Hat Brasil, afirma que a IA marcou 2025 com escala e modelos abertos e deve avançar em 2026 com sistemas multiagentes.

 

  A inteligência artificial foi o principal destaque da tecnologia em 2025, segundo a Red Hat Brasil. Para a empresa, a IA virou motor de transformação e acelerou mudanças em metodologias e arquiteturas. Além disso, o movimento sustentou novos modelos de negócio em diferentes níveis de maturidade digital.

 

  Sandra Vaz, presidente da Red Hat Brasil, afirma que a IA ganhou papel central nas decisões estratégicas. Dessa forma, a discussão deixou de ser apenas sobre novas ferramentas. A executiva aponta uma cobrança maior por bases estruturais sólidas para inovar.

   

“A inteligência artificial deixou de ser apenas uma promessa e passou a ocupar um papel central nas decisões estratégicas das empresas.”

 

  Segundo Sandra, o avanço também impulsionou pequenos modelos de linguagem, agentes de IA e avanços em segurança quântica. No entanto, ela destaca a importância de elementos como nuvem híbrida, automação e protocolos abertos. Assim, esses pilares se tornaram essenciais para um crescimento escalável e sustentável.

   

Impactos em trabalho e talentos

 

  A executiva avalia que a IA impactou recrutamento, contratação e gestão de talentos em 2025. Em um cenário de mudanças rápidas, lideranças passaram a rever modelos tradicionais de trabalho. Além disso, cresceu a demanda por novas competências.

 

  Para Sandra, empresas precisam abandonar estruturas rígidas e adotar culturas de colaboração e experimentação. Dessa maneira, decisões orientadas por dados ganham força. O processo, segundo ela, começa no nível executivo e deve se espalhar pela organização.

   

“As empresas precisam abandonar estruturas rígidas e adotar culturas baseadas em colaboração, experimentação e decisões orientadas por dados.”

   

Red Hat AI 3 e foco em resultados

 

  Com esse cenário, a Red Hat lançou em 2025 a versão mais recente de sua plataforma de IA, o Red Hat AI 3. A solução mira empresas que querem sair da fase de testes. Dessa forma, o foco é avançar para uso prático com resultados concretos.

 

  A plataforma permite executar e distribuir aplicações de IA em diferentes ambientes. Isso inclui data center, nuvem e multicloud. Além disso, o sistema promete mais flexibilidade, desempenho e segurança.

 

  Outro ponto é a integração de agentes de IA e ferramentas avançadas em um único ambiente. Assim, as equipes ganham apoio quando a tecnologia entra na rotina das operações. A proposta é reduzir complexidade e acelerar entregas.

   

“O Red Hat AI combina o Red Hat AI Inference Server, o Red Hat Enterprise Linux AI e o Red Hat OpenShift AI, criando uma base robusta para que cada organização possa construir, treinar e escalar seus modelos de acordo com sua cultura, suas necessidades e sua realidade tecnológica.”

   

O que a empresa espera para 2026

 

  Para 2026, a expectativa é de um uso mais maduro da inteligência artificial nas empresas. Segundo a executiva, a tecnologia deve avançar além dos modelos generativos. Em seguida, devem ganhar espaço sistemas multiagentes e modelos de linguagem especializados por setor.

 

  A Red Hat também prevê impacto em novas frentes, como robôs, drones e sensores inteligentes. Dessa maneira, esses sistemas tendem a operar de forma mais autônoma. O efeito, segundo a análise, deve chegar diretamente às operações e aos resultados.

 

  Um estudo do Gartner citado pela empresa aponta três temas para o próximo ano: arquitetura, síntese e vanguarda. Assim, o foco envolve bases digitais mais seguras e escaláveis para plataformas nativas de IA. Além disso, inclui orquestração tecnológica e níveis mais altos de governança e segurança.

 

  Sandra afirma que a avaliação de projetos também deve mudar. Enquanto isso, eficiência operacional seguirá relevante, mas não será suficiente. Por fim, a executiva diz que empresas terão de medir impacto estratégico e escolher dados com mais rigor.

   

“Em 2026, eficiência operacional continuará sendo importante, mas não será mais suficiente.”

   

Inovação aberta e posicionamento

 

  Nesse contexto, a Red Hat reforça a estratégia de oferecer uma base para implementar e escalar arquiteturas de IA. Além do portfólio, a empresa destaca o modelo de inovação aberta. Dessa forma, a abordagem busca mais flexibilidade, segurança e redução de custos.

 

  Segundo Sandra, o modelo aberto permite trabalhar com diferentes tipos de soluções e modelos. Assim, organizações adaptam escolhas às próprias necessidades. A executiva afirma que a inovação aberta ajuda a antecipar desafios e acelerar decisões.

   

“A inovação aberta ajuda executivos a antecipar desafios, tomar decisões mais rápidas e criar diferenciais competitivos reais em um mercado cada vez mais orientado por dados e inteligência.”

Foto: Divulgação
Sair da versão mobile