“Fafá de Belém, o Musical” comemora 50 anos da cantora no Teatro Riachuelo, no Rio, com temporada de 15/1 a 8/3.
“Fafá de Belém, o Musical” chega aos palcos para celebrar 50 anos de carreira da artista paraense. O espetáculo une teatro musical, política, ecologia e memória afetiva. Além disso, a montagem destaca a força artística e cidadã da cantora.
A produção é apresentada pelo Ministério da Cultura e Laranjinha Itaú, com patrocínio da Transpetro. A realização é do Governo Federal e da Charge Produções, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Dessa forma, o projeto integra a agenda de grandes musicais nacionais.
Narrativa em três planos
O espetáculo usa a linguagem do teatro musical para contar a trajetória da cantora. A jornada começa na floresta amazônica, cenário de origem da artista. Em seguida, lendas e mitos de povos indígenas, ribeirinhos e marajoaras entram como base da narrativa.
A história se organiza em três planos. O presente acompanha a gravação de um documentário no Teatro da Paz, em Belém, em homenagem aos 50 anos de carreira. Além disso, a peça revisita memórias da infância em uma Belém lírica e acompanha a construção da carreira da capital paraense para o mundo.
Três intérpretes representam Fafá em diferentes fases. Fafá-menina é vivida por Laura Saab e Clarah Passos. Já Fafá-cantora é interpretada por HelgaNemetik, enquanto Fafá de hoje ganha cena com Lucinha Lins.
Primeiro ato: Amazônia e origens
O primeiro ato abre com um número musical dedicado à Amazônia. As lembranças da infância se misturam a lendas como Cobra Grande, Boto e Tambatajá. Dessa maneira, o enredo acompanha a menina cabocla que sai de Belém e conquista o Brasil.
A atmosfera regional aparece com o coro “Carimbó-Siriá”, coletivo de atores-músicos. O público conhece relações familiares, culturais e religiosas que formam a identidade artística da cantora. Além disso, a narrativa traz a relação amorosa com Raul Mascarenhas, em paralelo com a lenda do boto.
O Círio de Nazaré também integra o ato e culmina no encontro de Fafá com o Papa. Entre as canções citadas estão “Amazônia”, “Pauapixuna”, “Bom dia Belém” e “Ave Maria”. Assim, a trilha reforça a conexão com o Norte do país.
Segundo ato: diva urbana e engajamento
No segundo ato, o clima muda e o regional amazônico dá lugar à estética urbana da diva da MPB. Surge uma Fafá consagrada, politizada e com discurso próprio. Em seguida, a abertura retrata o movimento das “Diretas Já”.
Outro momento destacado é a homenagem de um grupo de drags. Eles interpretam sucessos como “Abandonada”, “Meu Homem”, “Memórias” e “Sob Medida”. Dessa forma, a cena celebra o apoio de Fafá à comunidade LGBTQIA+.
O musical aborda a ligação com Portugal, com cena no Casino Estoril ao som de “Nem às paredes confesso”. O DJ Zé Pedro entra para colaborar na criação do álbum “Do tamanho certo para o meu sorriso”, inspirado no tecnobrega paraense. Por fim, o ato inclui o remix de “Emoriô” e encerra com Boi de Parintins e a canção “Vermelho”.
Ficha técnica
Direção geral e idealização: Jô Santana
Texto: Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche
Direção artística: Gustavo Gasparini
Pesquisa: Rodrigo Faour
Elenco: Lucinha Lins (atriz convidada), HelgaNemetik, Laura Saab, Ananda K, Clarah Passos, Daniel Carneiro, Diego Luri, Fernando Leite, Gabriel Manitta, Keren Silveira, Mona Vilardo, Naieme, Sérgio Dalcin, Thuca Soares
Serviço
Fafá de Belém, o Musical
Local: Teatro Riachuelo – Rua do Passeio n.º 38/40, Centro, Rio de Janeiro-RJ
Gênero: espetáculo musical
Datas: de 15 de janeiro de 2026 a 08 de março de 2026, de quinta a domingo (no carnaval não haverá apresentação)
Horários: quintas e sextas, às 20h; sábados e domingos, às 17h
Classificação: 12 anos
Bilheteria do teatro: sem taxa de conveniência
Funcionamento da bilheteria: terça a sábado, das 14h às 19h; em dia de espetáculo, das 14h até o início da sessão
Venda online: www.ingresso.com
