Alex Ferraz

Peça infantil no Planetário debate saúde mental e diversidade

“Um Lugar Logo Ali”, da Cia Móvel de Teatro, fica em cartaz de 24 de janeiro a 8 de fevereiro, no Planetário da Gávea, com sessões às 11h.

A Cia Móvel de Teatro estreia nos palcos do Rio com o espetáculo infantil “Um Lugar Logo Ali”. A temporada vai de 24 de janeiro a 8 de fevereiro. As sessões ocorrem aos sábados e domingos, às 11h, no Teatro Domingos Oliveira, no Planetário da Gávea.

A peça propõe reflexão bem-humorada sobre o ritmo acelerado da vida atual. O texto aborda pressão por produtividade e impactos nas relações humanas. Além disso, a narrativa conecta o tema ao meio ambiente.

Uma cidade movida por produtividade

A história se passa em Eficiência City, uma cidade acelerada e plastificada. Nesse lugar, tudo opera sob lógica de produção constante e progresso. Dessa maneira, o cenário expõe um modelo que exige felicidade compulsória.

Ali vivem Hábito e sua prima Rotina, trabalhadores que seguem regras impostas por Marytocracia. A figura é descrita como invisível e controladora, baseada na meritocracia. Em seguida, a chegada de Contemplação altera a dinâmica da cidade.

Contemplação é um viajante que apresenta outra visão sobre tempo, natureza e relações. Por outro lado, a presença dele provoca transformações profundas no sistema. Assim, a peça conduz crianças e adultos a uma leitura crítica do cotidiano.

Teatro, dança e circo na encenação

A montagem combina teatro, dança e circo, marcas da trajetória da companhia. A proposta cria imagens poéticas e diálogo direto com diferentes idades. Dessa forma, o espetáculo aposta em linguagem acessível e lúdica.

“Um Lugar Logo Ali”, sendo minha primeira obra de direção artística para a infância, me motiva a pensar numa ficção tão atual e presente no que diz respeito à idealização de mundos e construção de novas ideologias. Eficiência City é o lugar onde o progresso e o desenvolvimento tecnológico nos tornam tal qual máquinas, insensíveis e dispersos ao mundo dos sentidos e do coração. É preciso voltar a sentir o cheiro das flores naturais e se emocionar com o pôr do sol!”, afirma Cátia Costa.

Produção com foco sustentável

O figurino, criado por Erika Schwarz, usa integralmente materiais reutilizados e recicláveis. A equipe inclui tecidos de brechó e roupas descartadas. Além disso, o cenário de Bianca Bühring segue a mesma proposta sustentável.

A trilha sonora original é assinada por Aline Peixoto. Ela conduz a narrativa e acompanha o trabalho físico do elenco. O elenco reúne Daniel Leuback, Helena Hamam, Kai Lopes e Raphael Pompeu.

Segundo a companhia, o espetáculo convida o público a refletir sobre saúde mental, diversidade e sustentabilidade. A abordagem busca ser acessível e lúdica. Por fim, a peça estimula escuta, imaginação e novas formas de viver em sociedade.

Sobre a Cia Móvel de Teatro

Fundada em 2019 por Raphael Pompeu e Daniel Leuback, a Cia Móvel de Teatro desenvolve projetos autorais com criação coletiva. O eixo de pesquisa inclui teatro físico, gestual, circense e formas animadas. Além disso, o grupo soma sete prêmios e 12 indicações em festivais, segundo o material divulgado.

Entre os trabalhos citados estão a cena curta “Anti-Pinóquio”, premiada no FESQ in Rio. A companhia também destaca a contação “Pinguim e Mestre Chico”. Enquanto isso, o espetáculo “CLICHÊ ou Maria, João, mas tinha o Pedro também” recebeu prêmios em festivais, segundo a produção.

O grupo informa seleção em editais como Ativos Culturais de Niterói e Mostra SESC de Artes Cênicas. Também cita Fomentão, Lei Paulo Gustavo e Cultura Geek. Dessa maneira, a companhia mantém circulação com “Um Lugar Logo Ali”.

Serviço

Quando: 24, 25 e 31 de janeiro, e 01, 07 e 08 de fevereiro (sábados e domingos), às 11h

Onde: Teatro Municipal Domingos Oliveira (Planetário da Gávea)

Endereço: Av. Padre Leonel Franca, 240 – Gávea, RJ

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Ficha técnica

Idealização: Cia Móvel de Teatro

Elenco: Daniel Leuback, Helena Hamam, Kai Lopes e Raphael Pompeu

Ator stand-in: Alex Sandro Lins

Dramaturgia: Helena Hamam

Direção: Cátia Costa

Assistente de direção: Daniel Leuback

Preparação circense: Palu Felipe

Direção musical e trilha original: Aline Peixoto

Operação de som: Douglas Xavier

Iluminação cênica e operação de luz: Raphael Grampola

Figurino: Erika Schwarz

Assistente de figurino: Leo Thesolin

Cenário: Bianca Bühring e Asa Produções Artísticas

Caracterização cênica: Erika Schwarz

Direção de produção: Raphael Pompeu

Produção executiva: Fernanda Guerreiro

Fotografia: Renato Mangolin

Designer: Douglas Daudt

Peça infantil no Planetário debate saúde mental e diversidade
Foto: Divulgação
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