A peça “Constitucional” reestreia em 22 de janeiro no Teatro Dulcina, no Centro do Rio, com participação do público e votação simbólica.
O espetáculo “Constitucional” reestreia em 22 de janeiro no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro. A montagem propõe diálogo com a sociedade sobre a democracia. Além disso, parte de uma farsa ambientada na “República das Bananas”.
Na trama, a população acredita que o presidente foi possuído pelo opositor em uma fraude eleitoral. Em seguida, a história encena uma tentativa de golpe de Estado. Dessa forma, o texto aproxima a ficção de debates atuais.
Farsa documental e participação do público
Cinco atores conduzem uma farsa documental em cena. Durante a invasão do Palácio, o público pode votar no futuro de uma nova Constituição. Assim, a encenação usa participação direta como parte da narrativa.
A peça busca humanizar personagens que enfrentam consequências dos próprios desejos e atos. Por outro lado, cada um compartilha sua visão política sobre o momento atual. Dessa maneira, perguntas e respostas instigam a plateia.
Coletividade e escuta das minorias
O texto levanta questões ligadas à construção do tempo presente. Para a atriz Thaís Ayomide, ouvir as minorias é ponto central nesse cenário. Além disso, ela destaca o foco da obra em coletividade.
“Essa peça fala muito sobre coletividade e sobre a construção de uma constituição que de fato ouça as vozes que existem na sociedade”, pontua a atriz.
Direção de Jeff Fagundes
O espetáculo tem direção de Jeff Fagundes, ator, diretor, dramaturgo e produtor teatral. Ele também preside o Centro Brasil do International Theatre Institute/UNESCO. Além disso, o diretor soma mais de vinte obras em mais de 15 países, segundo a produção.
“‘Constitucional’ nasce da urgência de devolver ao teatro o lugar do conflito, do embate de ideias. Brincamos com a farsa, com a caricatura e com a participação do público, porque essa também é a nossa realidade política: uma democracia em disputa onde os personagens mudam de rosto, mas os golpes seguem tentando se reescrever. Aqui, o público vota, mas também é convocado a pensar: o que a gente quer escrever na nossa nova constituição?”
Temporada, ingressos e apoios
“Constitucional” fica em cartaz de 22 de janeiro a 01 de fevereiro. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Além disso, a classificação indicativa é 14 anos.
O projeto foi contemplado pelo edital Pró-Carioca, programa de fomento da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. O trabalho também conta com apoio da Funarte. Por fim, a equipe informa que os bastidores podem ser acompanhados no Instagram @constitucional.teatro.
Serviço
Espetáculo: “Constitucional”
Temporada: 22 de janeiro a 01 de fevereiro de 2026 (quinta a domingo)
Local: Teatro Dulcina
Endereço: Rua Alcindo Guanabara, 17 – Centro, Rio de Janeiro
Sessões: Quinta e sexta, 19h. Sábados, 15h e 19h. Domingo, 18h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Instagram: @constitucional.teatro
Classificação: 14 anos
