Carraro Cidadania explica quem pode pedir cidadania portuguesa por descendência, casamento ou residência e alerta sobre a importância da documentação.
Muitos brasileiros podem ter direito ao reconhecimento da nacionalidade portuguesa e não sabem, segundo a Carraro Cidadania. O documento permite morar, estudar e trabalhar legalmente em países da União Europeia. Além disso, o acesso pode ocorrer por descendência, casamento, tempo de residência ou nascimento em Portugal, desde que sejam cumpridos critérios legais.
De acordo com Eduardo Carraro, fundador da empresa, a cidadania portuguesa está entre as mais disputadas do mundo. Ele atribui esse interesse a benefícios ligados à mobilidade e a serviços públicos. Para brasileiros, por outro lado, a via mais comum tende a ser a descendência, com destaque para filhos e netos de portugueses.
Quem tem direito por descendência
Segundo Carraro, filhos de cidadãos portugueses têm direito automático à cidadania, independentemente do local de nascimento. Já os netos também podem solicitar o reconhecimento. No entanto, eles precisam comprovar ligação efetiva com a comunidade portuguesa.
Essa ligação pode ser demonstrada por domínio básico da língua e por documentos que provem vínculos culturais, profissionais ou afetivos com Portugal. Para brasileiros, o requisito de idioma costuma ser considerado atendido. Ainda assim, a documentação deve estar completa e coerente, de acordo com o especialista.
No caso dos bisnetos, o processo é mais restrito e segue um modelo em cadeia. Dessa maneira, o bisneto só pode solicitar após o pai ou o avô, que é neto de português, obter a cidadania. O mesmo raciocínio vale para tataranetos, com as etapas sucessivas entre as gerações.
Outras formas de obter a cidadania
Além da descendência, Carraro afirma que é possível solicitar a nacionalidade por casamento ou união estável com cidadão português há pelo menos três anos. Nesse caso, é necessário comprovar vínculo real com Portugal. Assim, a análise considera a relação e a documentação apresentada.
Estrangeiros que residem legalmente em Portugal por cinco anos ou mais também podem fazer o pedido. Em seguida, filhos de estrangeiros nascidos em território português podem ter direito quando um dos pais reside legalmente no país há pelo menos um ano. As regras variam conforme o enquadramento do requerente.
Documentação e riscos de negativa
Os documentos mudam conforme o tipo de processo, mas costumam incluir certidões de nascimento e documentos de identificação. Também podem ser exigidas certidões de antecedentes criminais do Brasil e de outros países onde o requerente viveu. Além disso, netos e cônjuges podem precisar de comprovante de vínculo com a comunidade portuguesa.
Segundo Eduardo Carraro, muitas negativas ocorrem por erros formais ou falhas na comprovação da linha familiar. Por isso, ele defende acompanhamento especializado. Dessa forma, o requerente reduz o risco de inconsistências no processo.
Vantagens citadas pelo especialista
Entre os benefícios apontados estão o direito de viver e trabalhar em qualquer país da União Europeia. Também entram acesso à educação e à saúde pública. Além disso, o especialista cita facilidades para obtenção de vistos para países como Estados Unidos, Canadá e Austrália.
Carraro também destaca a possibilidade de transmitir a cidadania aos filhos e manter a nacionalidade brasileira. “O passaporte português não é apenas um documento, é uma porta de entrada para oportunidades globais”, afirma. Por fim, ele reforça que o caminho exige critérios legais e organização documental.
Sobre a Carraro Cidadania
A Carraro Cidadania atua com serviços para cidadania italiana, alemã e portuguesa, além de vistos para os Estados Unidos e serviços consulares. A empresa foi fundada por Eduardo Carraro, advogado luso-brasileiro. Segundo a apresentação, a equipe inclui genealogistas, tradutores juramentados, advogados e consultores especializados.
