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    Home»Notícias»Cultura»Sesc Digital celebra 10 shows históricos de fim de ano

    Sesc Digital celebra 10 shows históricos de fim de ano

    18/12/2025Nenhum comentário Cultura
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    Sesc Digital libera 10 shows históricos de Elza Soares a Kamasi Washington, Rashid e Marlena Shaw para streaming gratuito.

    Panorama da música ao vivo no Sesc

    Na plataforma e no app Sesc Digital, o público encontra uma coleção rara de encontros musicais ao vivo. Reunidos, os registros formam um panorama da força criativa que passou pelos palcos do Sesc São Paulo nas últimas décadas.

    Os 10 shows selecionados se tornaram marcos por diferentes razões. Alguns sinalizam viradas decisivas de carreira, enquanto outros registram encontros improváveis ou momentos únicos.

    Assistir a esses espetáculos hoje significa revisitar instantes em que cada artista ampliou os limites do que a música pode dizer e transformar. Além disso, a seleção atravessa gêneros como jazz, samba, soul, rap e música instrumental.

    Elza Soares abre a travessia musical

    É impossível iniciar essa travessia sem Elza Soares. Sua apresentação de “A Mulher do Fim do Mundo”, gravada no Sesc Pinheiros em 2016, registra uma das fases mais inventivas de sua trajetória.

    O álbum, primeiro inteiramente de inéditas da cantora, recebeu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Além disso, foi eleito Disco do Ano pela APCA e pela revista Rolling Stone Brasil.

    No palco, a obra ganha dimensão quase ritualística, com direção musical de Guilherme Kastrup e músicos centrais da cena paulistana. Aos 85 anos, Elza transforma dor, desejo e denúncia em gesto cênico, encontrando um novo começo.

    Do jazz expansivo ao rock de gerações

    Essa força de reinvenção dialoga com o jazz expansivo do saxofonista norte-americano Kamasi Washington. No Sesc São José dos Campos, ele apresenta trechos de “The Epic”, álbum que o projetou internacionalmente.

    O trabalho figurou entre os mais celebrados pela crítica de veículos como The Guardian e Pitchfork. Em cena, ao lado do pai Rickey Washington e de sua formação histórica, Kamasi faz do palco um território de expansão.

    Cada solo soa como comentário sobre ancestralidade, futuro e liberdade. Dessa forma, o show reafirma o jazz como linguagem de experimentação e conexão entre tempos distintos.

    A conversa entre gerações reaparece no encontro de Andreas e Yohan Kisser, no projeto Kisser Clan, registrado no Instrumental Sesc Brasil. Pai e filho exploram o rock instrumental em repertório que transita de Metallica a Led Zeppelin.

    O show alterna peso e delicadeza, com momentos acústicos raros. Assim, o espetáculo reforça a ideia de herança musical e reinvenção de linguagens entre diferentes gerações.

    Bossa nova em memória e afeto

    Em outro registro de afeto, o encontro entre Bebel Gilberto e Guilherme Monteiro, no Sesc Vila Mariana, celebra o álbum “Relicário: João Gilberto ao vivo no Sesc em 1998”. O show costura memória e experimentação.

    A apresentação reafirma a arquitetura sensível da bossa nova, com uma música que diz muito, mesmo quando escolhe o silêncio. Dessa maneira, o espetáculo homenageia João Gilberto e atualiza seu legado.

    Archie Shepp e o diálogo com a cultura afro-brasileira

    Também atravessando oceanos simbólicos, Archie Shepp, ícone do free jazz e parceiro de John Coltrane, se apresentou no Sesc Pompeia em 2011. O show é marcado pela memória, pela espiritualidade e pelo diálogo com a cultura afro-brasileira.

    Celebrado pela crítica e indicado ao Grammy em diferentes momentos da carreira, Shepp encontrou no público brasileiro um espelho atento. Suas músicas ganharam contornos de afeto e improviso nessa primeira visita ao país.

    Rap, crônica urbana e urgência política

    Se o jazz fala de retorno e transcendência, o rap traz crônica, presença e urgência. Em 2015, no Sesc Araraquara, Rashid apresentou canções marcantes de sua trajetória, como “A Cena” e “Depois da Tempestade”.

    O show reafirma sua habilidade de transitar entre poesia, política e festa. Assim, o artista constrói uma narrativa que aproxima o público de temas cotidianos e estruturais.

    No Festival Batuque, em Santo André, Mano Brown levou ao palco o repertório de “Boogie Naipe”. O álbum ampliou seu espectro sonoro e crítico, com forte presença de soul, funk e referências a Marvin Gaye, Tim Maia e Cassiano.

    Brown revisita sua própria história e a da música negra brasileira, reforçando a dimensão política e afetiva de sua obra. Dessa forma, o espetáculo se torna um marco na trajetória solo do artista.

    Ainda no Festival Batuque, o show de Criolo, gravado em 2016, aprofunda essa pulsação urbana e ancestral. Ao revisitar diferentes fases de sua carreira, o artista costura rap, poesia e reflexão.

    Criolo apresenta o hip hop como linguagem capaz de recompor sentidos e curar fraturas. Ao rememorar o processo de criação de “Ainda Há Tempo”, ele reflete sobre memória, amadurecimento e a urgência de assumir o próprio olhar sobre o mundo.

    Charles Bradley e o soul de entrega total

    Da intensidade rítmica ao soul mais rasgado, o percurso se amplia com o show do norte-americano Charles Bradley, gravado no Sesc Pompeia. Comparado a James Brown, ele foi celebrado como revelação tardia após assinar com a Daptone Records aos 64 anos.

    Bradley surge visceral e luminoso nessa apresentação, marcada por forte entrega emocional. Tido como uma das principais apostas do soul e do R&B à época, o cantor teve carreira curta e morreu aos 68 anos, vítima de câncer.

    Marlena Shaw e a ponte transatlântica

    Completando essa travessia musical, Marlena Shaw se apresenta ao lado da big band brasileira Bixiga 70, no Jazz na Fábrica 2015. Com mais de 14 álbuns por selos como Blue Note e Verve, a cantora revisita clássicos como “Woman of the Ghetto”.

    Os arranjos unem soul, jazz e funk, criando uma ponte transatlântica entre tradições musicais negras. Dessa maneira, o show sintetiza diálogos entre cenas brasileiras e internacionais.

    Shows como documentos do tempo

    Com vozes que atravessaram o século, herdeiros que reinventam linguagens e artistas que transformam o palco em território de invenção, a seleção revela a amplitude da criação musical registrada pelo Sesc. Cada apresentação é um documento de seu tempo.

    Ao mesmo tempo, os registros funcionam como convite à escuta no presente, disponíveis gratuitamente para todo o país na plataforma e no app Sesc Digital. Assim, o público pode revisitar ou descobrir obras fundamentais da música contemporânea.

    Serviço – shows no Sesc Digital

    ASSISTA AGORA – SHOWS DISPONÍVEIS GRATUITAMENTE NO SESC DIGITAL

    Elza Soares – A Mulher do Fim do Mundo Ano/Local: 2016, Sesc Pinheiros (SP) Duração: 52 min Classificação: 12 anos Direção Musical: Guilherme Kastrup Formação: Elza Soares (voz), Kiko Dinucci e Rodrigo Campos (guitarras), Marcelo Cabral (baixo e synth), Dalua (percussão) Metais: Bixiga 70 (Cuca Ferreira, Daniel Nogueira, Douglas Antunes, Daniel Gralha) Participações: Rubi (voz), Aretha Sadick (bailarina), Clayton Nascimento, Ezio Rosa e Erisson Ramos (bailarinos)

    Kamasi Washington Ano/Local: 2017, Sesc São José dos Campos (SP) Duração: 75 min Classificação: Livre Formação: Kamasi Washington (sax tenor), Rickey Washington (sax soprano, flauta), Igmar Thomas (trompete), Brandon Coleman (teclados), Kris Funn (baixo acústico), Patrice Quinn (voz), Robert Miller e Johnathan Pinson (bateria), Leon Mobley (percussão), Battlecat (DJ)

    Kisser Clan Ano/Local: 2025, Sesc Consolação (SP) Duração: 60 min Classificação: Livre Formação: Andreas Kisser e Yohan Kisser (guitarras), Gustavo Giglio (baixo), Amilcar Christofáro (bateria), Renato Zanuto (teclados)

    Bebel Gilberto & Guilherme Monteiro Ano/Local: 2023, Sesc Vila Mariana (SP) Duração: 65 min Classificação: Livre Formação: Bebel Gilberto (voz), Guilherme Monteiro (violão)

    Archie Shepp Ano/Local: 2011, Sesc Pompeia (SP) Duração: 70 min Classificação: Livre Formação: Archie Shepp (sax), Darry Hall (baixo acústico), Steve McCraven (bateria), Tom McLung (piano) Participação: Maurício Takara (percussão)

    Rashid Ano/Local: 2015, Sesc Araraquara (SP) Duração: 65 min Classificação: 12 anos Formação: Rashid (voz), DJ Mr. Brown, Godo (backing vocal), Jhow (bateria), Renato Taimes (guitarra), Weslei Rodrigo (baixo) Participações: Parteum, DJ Suissac

    Mano Brown – Festival Batuque Ano/Local: 2018, Sesc Santo André (SP) Duração: 75 min Classificação: 12 anos Formação: Mano Brown (MC), Dri (DJ/MC), Big da Godoy e Ylsão Negredo (MCs), Ronaldo e Willian (dançarinos)

    Criolo – Festival Batuque Ano/Local: 2016, Sesc Santo André (SP) Duração: 70 min Classificação: 12 anos Formação: Criolo (voz), DJ Marco (DJ e voz), DJ Dan (voz de apoio), Daniel Ganjaman (PA e vocal de apoio)

    Charles Bradley Ano/Local: 2015, Sesc Pompeia (SP) Duração: 70 min Classificação: Livre Formação: Charles Bradley (voz), Alex Chakour (guitarra), Vince Chiareto (baixo), Freddy Deboc (sax), Will Schalda (órgão), Paul Schalda (guitarra e backing vocal), Caito Sanchez (bateria e backing vocal), Billy Aukstik (trompete)

    Marlena Shaw & Bixiga 70 Ano/Local: 2015, Sesc Pompeia (SP) Duração: 75 min Classificação: Livre Formação: Marlena Shaw (voz) Bixiga 70: Décio 7 (bateria), Marcelo Dvorecki (baixo), Cris Scabello (guitarra), Maurício Fleury (teclados), Rômulo Nardes e Gustavo Cék (percussão), Cuca Ferreira (sax barítono e flautim), Daniel Nogueira (sax tenor), Douglas Antunes (trombone), Daniel Gralha (trompete)

    Acesse e assista em sesc.digital ou utilize o app Sesc Digital.

    Aplicativo Sesc Digital

    Filmes de ficção, documentários, produções originais, shows, mostras e festivais compõem a plataforma de streaming do Sesc São Paulo. Disponível para Apple e Android, o app Sesc Digital oferece acesso gratuito a vídeos em até 4K.

    O aplicativo é compatível com Chromecast e AirPlay e permite assistir aos conteúdos sem cadastro obrigatório. Além disso, o usuário pode gerenciar perfis para toda a família, com navegação intuitiva.

    Sesc Digital – presença online

    A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, com distribuição diária de informações sobre programas e atividades. O processo é marcado pela experimentação constante.

    Sesc Digital celebra 10 shows históricos de fim de ano
    Foto: Divulgação
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    Foto: Divulgação
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