Clássico peruano, ceviche une frescor, história e releituras nikkei no Nuu Nikkei, em Curitiba, com criações do chef Carlos Alata.
História e fusão de culturas no prato
Curitiba, dezembro de 2025 – Considerado um dos pratos mais emblemáticos da culinária peruana, o ceviche carrega séculos de história. Registros apontam que povos antigos do litoral do Peru já marinavam peixes frescos com frutas ácidas. Mais tarde, a chegada dos espanhóis trouxe o limão e consolidou a receita como conhecemos hoje.
Com o tempo, o prato ganhou novas interpretações e atravessou fronteiras. Na cozinha nikkei, que une tradições japonesas e peruanas, o ceviche encontrou um novo equilíbrio. Dessa forma, cortes precisos, acidez vibrante e ingredientes frescos passaram a caminhar juntos.
Essa fusão de técnicas e referências ajudou o ceviche a conquistar o paladar brasileiro. Hoje, o prato está presente em cardápios de todo o país, em versões clássicas e autorais. Além disso, tornou-se símbolo de frescor e leveza na gastronomia contemporânea.
Ceviche como escolha ideal para o verão
A acidez da leche de tigre, o frescor dos pescados e a leveza dos ingredientes tornam o ceviche perfeito para dias quentes. A combinação resulta em uma experiência saborosa, aromática e refrescante. Assim, o prato se destaca como opção versátil para o verão.
No Nuu Nikkei, referência em alta gastronomia nikkei em Curitiba, o ceviche é uma das especialidades da casa. O cardápio apresenta versões que transitam entre o tradicional e criações contemporâneas. As receitas levam a assinatura do chef peruano Carlos Alata.
“Para mim, o ceviche é mais do que um prato: é uma expressão de frescor e equilíbrio. Ele respeita o ingrediente, preserva o sabor original do peixe e traduz a energia do verão em cada garfada. Trabalhar com ceviches no Nuu Nikkei é trazer tradição, técnica e criatividade para a mesa”, afirma Carlos Alata.
Versões clássicas e criações autorais
O Nuu Nikkei serve diferentes versões de ceviche, que exploram texturas, aromas e níveis de acidez. Entre os destaques está o La Mar, preparado com camarão, peixe branco do dia e polvo grelhado. O molho leva ajíes peruanos confitados, ressaltando a identidade do Peru.
O Peruvian Classic traduz o estilo tradicional com peixe branco, cebola roxa, coentro e pimenta ao leite de tigre. A finalização acontece com batata-doce e milhos peruanos, equilibrando acidez e doçura. Dessa maneira, o prato homenageia as raízes clássicas do ceviche.
Já o Três Mares combina salmão, vieiras e camarão com perfume de maracujá, manga e lascas de kabocha. A receita explora contraste entre doçura, acidez e notas de terra da abóbora japonesa. O resultado é um ceviche autoral, pensado para quem busca novas camadas de sabor.
Cortes precisos e combinações nikkei
Entre as versões dedicadas a um único pescado está o Ceviche de Salmão, que traz salmão com sunomono e lâminas de coco. O molho agridoce reforça o diálogo entre influências japonesas e latino-americanas. Assim, o prato equilibra frescor, doçura e crocância.
O Ceviche de Atum traz atum, abacate, caviar wasabi e nori ao molho ponzu, finalizado com crocante andino. A combinação destaca gordura, picância e umami em harmonia. Dessa forma, o preparo evidencia a técnica da cozinha nikkei na montagem de camadas de sabor.
Para quem quer experimentar mais de uma versão, a casa oferece a Trilogia de Ceviches. O trio reúne preparos com salmão, atum e peixe branco. A sugestão permite comparar perfis de acidez, textura e intensidade em uma mesma experiência.
Ceviche com identidade e personalidade
Com variedade de sabores, texturas e combinações, o ceviche se firma como preparo versátil para o verão. O prato se adapta a diferentes momentos, de entradas leves a refeições completas. Além disso, dialoga bem com o paladar brasileiro, acostumado a frutos do mar e frescor.
“Para mim, cada ceviche nasce de uma busca por identidade. Eu tento fazer com que cada versão conte uma história — seja pela acidez mais intensa, pela combinação de frutos do mar ou pelo toque de ingredientes que lembram o Peru, mas dialogam com o paladar brasileiro. Penso muito no equilíbrio e personalidade: cada um tem seu próprio ritmo, seu próprio frescor e sua própria alma”, completa Carlos Alata.




