A exposição “ÁGUA”, de Érico Hiller, estreia no MIS em 27 de novembro e retrata a crise hídrica mundial por meio de fotografias documentais impactantes.
O Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, inaugura em 27 de novembro a exposição ÁGUA, do fotógrafo humanista Érico Hiller. A mostra permanece em cartaz até 5 de abril de 2026 e apresenta um retrato contundente da escassez de água que afeta comunidades em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil.
Um testemunho visual da crise hídrica global
Com realização da Vento Leste e produção do MIS, a exposição é resultado de uma década de documentação fotográfica dedicada ao tema da água. O projeto foi vencedor do Prêmio Fundação Conrado Wessel de Fotografia 2025 e originou dois livros editados pela Vento Leste: ÁGUA, lançado em 2021, e Água Brasil, publicado em 2025.
Segundo Érico Hiller, o propósito da mostra é “restaurar o protagonismo aos que se achavam invisíveis”. As imagens revelam a rotina de famílias que acordam antes do amanhecer em busca de água, muitas vezes em fontes distantes, desprotegidas ou contaminadas, expondo diariamente a própria saúde ao risco.
“Todas as manhãs, milhões de famílias acordam e precisam se preocupar em conseguir água, que na maioria dos casos, não está perto de suas casas. Expor diariamente a própria saúde ao risco de contaminação e morte é uma forma cruel de viver”, afirma Érico Hiller.
Um manifesto urgente pela água limpa
Em meio ao avanço das mudanças climáticas, ÁGUA se apresenta como um manifesto em defesa do direito universal ao acesso à água potável e ao saneamento básico, em consonância com a Meta 6 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A exposição evidencia o contraste entre a abundância natural e a desigualdade social, especialmente em regiões como a Amazônia e o Pantanal.
Dados destacados na mostra apontam que 2,1 bilhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso seguro à água potável. Projeções indicam que esse número pode ultrapassar 5 bilhões até 2050, caso a crise climática se agrave. No Brasil, os extremos se intensificaram, com secas severas na Amazônia e enchentes no Sul, reforçando a urgência do debate.
“ÁGUA é tema da máxima urgência e importância. A falta de acesso à água limpa é uma provação que beira o desumano, à qual ninguém deveria ser submetido”, afirma Mônica Schalka, editora da Vento Leste.
Érico Hiller e a força da fotografia documental
Considerado um dos principais fotógrafos humanistas do Brasil, Érico Hiller dedica sua carreira a temas de relevância social e ambiental. Há mais de uma década, documenta a crise hídrica mundial, estabelecendo uma relação de confiança com as comunidades retratadas e construindo narrativas visuais que buscam gerar consciência e transformação.
Com rigor documental e sensibilidade humanística, seu trabalho já recebeu reconhecimento internacional e integra exposições promovidas por instituições como a UNESCO. Para o fotógrafo, a resiliência das pessoas retratadas revela uma força moral que inspira reflexão e ação.
Serviço
Exposição: ÁGUA
Artista: Érico Hiller
Período: 27 de novembro de 2025 a 5 de abril de 2026
Horários: terça a sexta, das 10h às 19h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 30
Visitas guiadas: 29 de novembro, às 11h e 14h30
Local: Museu da Imagem e do Som (MIS)
Endereço: Av. Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo – SP

