Alex Ferraz

Argus Caruso destaca arquitetura de terra para cidades sustentáveis

Tetos verdes e ecossistemas urbanos

Outro destaque são os tetos verdes, que funcionam como pequenos ecossistemas, promovendo biodiversidade e benefícios ambientais. A inércia térmica da terra crua pode regular a temperatura interna de uma edificação, mantendo-a até 8°C mais fresca no verão e mais aquecida no inverno, reduzindo em até 30% o consumo de energia com climatização artificial. Um teto verde pode reter de 50% a 80% da água da chuva, mitigando enchentes e aliviando sistemas de drenagem urbana.

Nova forma de pensar as cidades

Mais do que adotar novos materiais, trata-se de repensar o espaço construído como um ecossistema integrado ao meio ambiente. Caruso, curador da mostra “Terra” na 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, defende que as soluções para o futuro da habitação estão sob nossos pés. A exposição reuniu instituições e profissionais como o grupo francês CRAtterre, a FAU USP e o Laboraterra Arquitetura, com o objetivo de democratizar o acesso a técnicas sustentáveis de baixo impacto ambiental.

Sobre Argus Caruso Arquitetura

O estúdio Argus Caruso Arquitetura desenvolve projetos que unem design e sustentabilidade, com foco em materiais naturais e técnicas de baixo impacto ambiental. Dirigido por Argus Caruso, o escritório realiza obras que utilizam bambu, terra, fibras naturais, pedras e madeira, sempre integrando os projetos ao entorno e utilizando os recursos de forma responsável. Formado pela UFMG, com mestrado em materiais naturais pela PUC-Rio, Caruso é professor do MBA Arquitetura de Luxo da URM-SP e possui experiência internacional em escritórios no Brasil, Espanha e Bélgica. Entre suas obras, destaca-se a reforma do Museu da Imagem e do Som em São Paulo (2008).

Ativista ambiental, Caruso busca minimizar impactos antes, durante e depois das obras. Além da arquitetura, é conhecido pela volta ao mundo de bicicleta e pelas centenas de palestras em escolas com o projeto “Pedalando e Educando”. Atualmente mora em Ubatuba (SP) e segue desenvolvendo soluções inovadoras, mobiliários, oficinas e consultorias sobre técnicas construtivas com terra crua.

Argus Caruso destaca arquitetura de terra para cidades sustentáveis
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Com a aproximação da COP 30, que inicia em Belém (PA), cresce a expectativa por soluções que conectem a construção civil às metas globais de neutralidade de carbono. O arquiteto brasileiro Argus Caruso, referência em bioconstrução e arquitetura de terra, demonstra como design, ciência e sustentabilidade podem transformar a forma de projetar e habitar as cidades.

Materiais naturais como aliados da sustentabilidade

Para Caruso, a construção civil precisa rever urgentemente seus processos, já que o setor é responsável por cerca de 40% das emissões globais de CO₂. “O futuro da construção está na integração entre conhecimento ancestral e inovação tecnológica. A terra, o bambu, as fibras e as tintas minerais são materiais vivos, circulares e capazes de regenerar o ambiente em vez de degradá-lo”, explica.

Tintas naturais e eficiência térmica

A terra crua também é usada na produção de tintas naturais, que reduzem o impacto ambiental e melhoram a qualidade do ar dentro das edificações. Feitas a partir de pigmentos minerais, essas tintas dispensam produtos químicos agressivos e processos industriais de alto consumo energético, oferecendo durabilidade, estética e sustentabilidade.

Tetos verdes e ecossistemas urbanos

Outro destaque são os tetos verdes, que funcionam como pequenos ecossistemas, promovendo biodiversidade e benefícios ambientais. A inércia térmica da terra crua pode regular a temperatura interna de uma edificação, mantendo-a até 8°C mais fresca no verão e mais aquecida no inverno, reduzindo em até 30% o consumo de energia com climatização artificial. Um teto verde pode reter de 50% a 80% da água da chuva, mitigando enchentes e aliviando sistemas de drenagem urbana.

Nova forma de pensar as cidades

Mais do que adotar novos materiais, trata-se de repensar o espaço construído como um ecossistema integrado ao meio ambiente. Caruso, curador da mostra “Terra” na 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, defende que as soluções para o futuro da habitação estão sob nossos pés. A exposição reuniu instituições e profissionais como o grupo francês CRAtterre, a FAU USP e o Laboraterra Arquitetura, com o objetivo de democratizar o acesso a técnicas sustentáveis de baixo impacto ambiental.

Sobre Argus Caruso Arquitetura

O estúdio Argus Caruso Arquitetura desenvolve projetos que unem design e sustentabilidade, com foco em materiais naturais e técnicas de baixo impacto ambiental. Dirigido por Argus Caruso, o escritório realiza obras que utilizam bambu, terra, fibras naturais, pedras e madeira, sempre integrando os projetos ao entorno e utilizando os recursos de forma responsável. Formado pela UFMG, com mestrado em materiais naturais pela PUC-Rio, Caruso é professor do MBA Arquitetura de Luxo da URM-SP e possui experiência internacional em escritórios no Brasil, Espanha e Bélgica. Entre suas obras, destaca-se a reforma do Museu da Imagem e do Som em São Paulo (2008).

Ativista ambiental, Caruso busca minimizar impactos antes, durante e depois das obras. Além da arquitetura, é conhecido pela volta ao mundo de bicicleta e pelas centenas de palestras em escolas com o projeto “Pedalando e Educando”. Atualmente mora em Ubatuba (SP) e segue desenvolvendo soluções inovadoras, mobiliários, oficinas e consultorias sobre técnicas construtivas com terra crua.

Argus Caruso destaca arquitetura de terra para cidades sustentáveis
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Sair da versão mobile