Fiocruz seleciona 59 meninas da rede pública para o HackGirls, imersão tecnológica com bolsa de estudos e foco em soluções inovadoras.
Fiocruz promove maratona tecnológica para jovens estudantes
O Instituto Oswaldo Cruz da Fiocruz promoveu o HackGirls 2025, uma maratona de três dias de aprendizado e inovação voltada a estudantes mulheres de escolas públicas. Ao final da imersão, 59 meninas foram selecionadas para desenvolver protótipos tecnológicos que buscam solucionar problemas reais como adultização, saúde mental e falta de ensino de qualidade.
As participantes receberão bolsas individuais de R$400 por seis meses, além de capacitação tecnológica. Entre as oito equipes formadas, três se destacaram: Matinta, de Nilópolis (1º lugar), Mary Jackson, de Madureira (2º lugar), e Science Gurlz, também de Nilópolis (3º lugar).
Aplicativos propõem soluções em educação e saúde mental
A equipe Matinta, vencedora da edição, criou o conceito do aplicativo “Saberes Encantados”, que reúne um banco de questões gamificadas em português e matemática, teste vocacional e acompanhamento psicológico realizado por estudantes de Psicologia.
“É muito gratificante estar aqui e representar a nossa Baixada, as meninas e o nosso colégio”, disse Gabriela Lesse, integrante do grupo vencedor, ao lado de Anna Júlia Ribeiro, Kauane Leandro, Maria Eduarda Barbosa, Maria Eduarda Tinoco e Yasmin Vitória de Carvalho.
A equipe Mary Jackson apresentou o app “Entre Laços”, voltado ao ensino de matemática para normalistas, com foco em acolhimento e pertencimento. Como símbolo, criaram um pingente em impressora 3D representando o infinito entrelaçado em formato de coração.
Já a Science Gurlz abordou a saúde mental com o aplicativo “e-Juma”, que une gamificação, recompensas e trilhas personalizadas, além de organização de agenda para estudos. Seu slogan: “play na calma e pausa na ansiedade”.
Protagonismo feminino e inclusão digital
O HackGirls é voltado a meninas cis, trans e não binárias de territórios urbanos vulneráveis, oferecendo formação, mentorias e incentivo à inovação. Durante o hackaton, as participantes contaram com o apoio de cientistas da Fiocruz e profissionais das áreas de tecnologia e inovação.
O projeto busca inspirar jovens a seguirem carreiras científicas e tecnológicas, fortalecendo a cidadania digital e contribuindo para a redução das desigualdades por meio da educação e da inovação.
A coordenadora do projeto, Klena Sarges, destacou o impacto da iniciativa:
“Nesta edição aprendi que não basta só educação. Claro que conhecimento é poder, mas, além disso, é muito importante que mostremos para elas e que fique sempre latente na mente delas que são capazes de fazer qualquer coisa, que ninguém pode dizer para elas que elas não vão chegar a lugar nenhum. Elas podem inclusive mudar a situação das próprias famílias e das comunidades delas a partir desse aprendizado.”
Oficinas, mentorias e apresentações de projetos
A programação do HackGirls 2025 contou com minipalestras de mulheres cientistas, oficinas de Design Thinking e Pitch, além de atividades culturais e um pocket show da MC Soffia.
No encerramento, as equipes apresentaram seus protótipos a uma banca de especialistas. Todas as participantes receberam kit alimentação, transporte e suporte pedagógico durante os três dias de evento.
Parcerias e apoios institucionais
O evento é uma realização da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com gestão cultural da SOCULTFio. Conta com apoio financeiro da Dataprev, da FAPERJ, da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC) e do Programa Meninas Digitais da Sociedade Brasileira de Computação.
O patrocínio é da Prefeitura do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, Deloitte, Accenture e Globo, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura – Lei do ISS.
