Alex Ferraz

Gratuito Intuição Companhia de Dança apresenta O Antropólogo Viajante em Jundiaí

Dia 14 de novembro, domingo, às 17h,

no belo Complexo Fepasa, em Jundiaí.

Espetáculo interage com o meio ambiente em uma viagem com Charlie, um ambientalista contemporâneo

que busca respostas sobre o presente com nossos ancestrais, desde 150 mil anos atrás.

As obras da Intuição Companhia de Dança abordam temas atemporais, inerentes a vida, instigando a profunda reflexão sobre os caminhos do psicológico humano. Neste novo espetáculo, O Antropólogo Viajante, ela parte da constatação de que não fomos a única espécie de hominídeos a habitar o planeta. A direção e coreografia é de Vinícius Anselmo premiado em importantes festivais nacionais e internacionais de ballet como Tanzolymp (Alemanha), YAGP (Nova York) e Festival de Dança de Joinville (Brasil). Anselmo estudou em Paris, na França, o repertório e construção coreográfica de grandes nomes como Jiri Kilyan, Ohah Naharin, Cristal Pite e Sharon Eyal. A locução é de Rodolfo Dias (Dipa) e os diálogos foram escritos por Rodrigo Vilalba, Doutor em Comunicação e Letras e professor de Teoria da Comunicação, Antropologia Cultural e Filosofia. Vilalba integra o quadro da Intuição Companhia de Dança, formada ainda por professores renomados, musicista e dez bailarinos.

O espetáculo será apresentado presencialmente no dia 14 de novembro, domingo, às 17h, no belo Complexo Fepasa. Com área total de 111 mil metros quadrados, sendo 46 mil deles de área construída, o Complexo Fepasa teve sua construção iniciada na década de 1890, pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro, a fim de abrigar as oficinas de locomotivas à vapor da empresa. Hoje é considerado patrimônio material do Município de Jundiaí, com tombamento em nível nacional, registrado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

“O propósito da companhia é resgatar a beleza e virtuose

de saltos, giros e linhas do ballet clássico em um corpo do século XXI,

com uma nova roupagem de vivência  contemporânea,

abordando temas da atualidade com relevância política e social”

Vinícius Anselmo

Sobre o espetáculo

É provável que nossa espécie coexistiu, em um mesmo período histórico, com mais 4 espécies de Homo. O espetáculo Antropólogo Viajante conta a narrativa de Charlie, um ambientalista contemporâneo que viaja ao encontro de Lee, Homo erectus, há 150 mil anos, Eloá, Homo neanderthalensis, há 40 mil anos, e Kai, Homo sapiens, há 260 anos (antes da revolução industrial), levando, em sua mala de viagem, uma máscara e um relógio. Nessa jornada fantasiosa, onde as fronteiras do tempo e da comunicação são magicamente superadas, acontecem diálogos instigantes entre eles os que Charlie pergunta aos seus parentes evolutivos:

·        O que foi desaprendido na história que fez com que a espécie humana chegasse ao ponto de ter que usar uma máscara para respirar e um relógio para enquadrar o tempo?

·         O que tornou o Homo sapiens mais adaptável ao meio ambiente, mas, paradoxalmente, levou a raça humana a um mundo artificial, desconectado da natureza e beirando sua própria extinção?

Compromisso Social

A duração do Programa é de 1h10. O espetáculo tem duração de 50 minutos e ao término abre uma roda de conversa com o público abordando temas como sustentabilidade, dicas de reciclagem, reutilização e redução de lixo. A fim de tornar o impacto ambiental do espetáculo menor, não há distribuição de programas impressos, esses serão disponibilizados on-line. A iluminação é a própria luz do dia e cenografia; o espaço urbano. O figurino é elaborado com retalhos de tecidos reaproveitados de ateliês. O objetivo é materializar a obra com o mínimo de recursos materiais, arquitetando uma espécie de espetáculo “verde” e, dessa forma, ser exemplo, estimular o público a repensar a sua relação com o meio ambiente e a buscar formas de preservação ambiental nas mais variadas esferas socioeconômico-culturais.

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