Alex Ferraz

Orquestra Sinfônica Brasileira realiza primeiro concerto da Série Músicos da OSB dia 22 de julho

OSB_Foto Marina Andrade 00009

Ciclo dá destaque aos músicos da orquestra, que atuarão na posição de solistas em grupos de câmara

Jogar luz sobre as individualidades artísticas dos músicos da orquestra, colocando-os na posição de solistas em grupos de câmara. Esta é a proposta da Série Músicos da OSB, que a Orquestra Sinfônica Brasileira lançará no próximo dia 22 de julhoNo primeiro concerto do ciclo, dois nonetos apresentarão obras de Louis Spohr e Josef Rheinberger. Ainda sem a presença do público, a apresentação foi pré-gravada na Sala Cecília Meireles e será veiculado nas páginas da OSB no Facebook e no Youtube.

“Em formações que reúnem sempre um músico por instrumento, cada um terá a oportunidade de se apresentar na posição de solista dentro de grupos de câmara. Estamos explorando as diversas possibilidades técnicas e artísticas de cada instrumento, em várias formações camerísticas”, explica o Coordenador Artístico da OSB, Nikolay Sapoundjiev. A Série Músicos da OSB é dedicada à memória de Antônio Seixas, trombonista da OSB, falecido em dezembro do ano passado.

O grupo formado por Nikolay Sapoundjiev (violino), Victor Botene (viola), Paulo Santoro (violoncelo), Alexandre Brasil (contrabaixo), Tiago Meira (flauta), Juliana Bravim (oboé), Thiago Tavares (Clarinete), Paulo Andrade (fagote) e Josué Soares (trompa) interpreta a primeira obra do programa. O Noneto, Op.31”, do alemão Louis Spohr, é composto por quatro movimentos e foi escrito em 1813.

Embora escrito em grande escala (Spohr o chamou de “Grande Nonetto”), não há uma introdução. Começa imediatamente com um Allegro, cujo tema principal é apresentado pelo violino e repetido pelos sopros. Considerada uma obra-prima, é apontada como uma das melhores peças de música de câmara que ele escreveu. Louis Spohr foi um dos principais músicos do século XIX. Renomado violinista de concerto e um importante professor, compositor e maestro, foi um dos primeiros a usar a batuta e o inventor da “queixeira” para violinos.

Para interpretar a segunda peça do programa, o “Noneto, Op. 139”, de Josef RheinbergerMauro Rufino Lisiane de los Santos assumem as posições do violino e violoncelo, respectivamente, e se juntam ao grupo. Considerada uma das melhores composições para a formação de noneto, a peça também possui quatro movimentos. O primeiro movimento Allegro, com os sopros, soa bastante “beethoviano”; o Minuetto Andantino é melódico e atraente; o Adagio molto, amplo e lúdico; e o Finale Allegro com melodias animadas.

Josef Gabriel Rheinberger, compositor e professor alemão cujas sonatas de órgão estão entre as melhores obras do século XIX para esse instrumento, é lembrado, principalmente, como o mais talentoso escritor de fugas depois de Johann Sebastian Bach.

A ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA:

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é considerada um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 80 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. Em abril de 2021, a Orquestra Sinfônica Brasileira foi registrada como patrimônio cultural imaterial da cidade do Rio de Janeiro.


Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura.

Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem o Instituto Cultural Vale como mantenedor e a NTS – Nova Transportadora do Sudeste, como patrocinadora master e a Brookfield como patrocinadora, além de um conjunto de copatrocinadores e apoiadores culturais e institucionais.

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