Alex Ferraz

Sem poder realizar shows, DJ aproveita isolamento para criar mais produções

Mantendo-se isolado, Rotech Live aproveitou o tempo para produzir mais músicas, e manter sua carreira no cenário

O Brasil é um dos países que mais consomem música eletrônica no mundo. Além de contar com grandes nomes da cena como, Alok, Felguk, Vintage Culture e entre outros, o país tem o Green Valley, o único Club fora da Europa a ser premiado como o melhor, em premiação da revista DJ Mag.

O cenário cresceu bem no país, grandes eventos começaram a chegar e surgiram novos nomes para o público escutar. Mas a pandemia fez com que muitos desses profissionais tivessem que parar seu trabalho. Sem poder realizar seus shows, muitos desses profissionais tiveram que se reinventar e partir para outros meios de continuar seu trabalho.

Muitos partiram para as lives, que ficaram bem populares no período de isolamento social, para poderem se comunicar com seu público, e outros focaram em produzir novas músicas. E um novo nome que está surgindo na cena aproveitou o tempo para fazer as duas opções, trata-se do DJ Rotech Live.

O DJ surgiu para as festas recentemente há dois anos, mas seu trabalho já começava sete anos atrás, produzindo músicas para si. Rodrigo Campos, a pessoa que dá vida ao DJ, trabalha há mais de vinte anos como executivo de TI, e sempre amou música eletrônica junto com seus amigos. Até que um dia surgiu sua grande oportunidade.

“Estava em uma festa com meus amigos, curtindo o som, e em uma conversa com o DJ que estava na casa, consegui mostrar para ele minhas produções. Acabou que curtiram, e ali foi a chama que precisava para começar a minha carreira nos palcos, que sigo até hoje”, comenta o DJ Rotech Live.

Com a pandemia, os shows foram todos paralisados até hoje, e sem perspectivas de um retorno. O problema poderia facilmente afetar muitos profissionais, mas não Rodrigo. O DJ seguiu com seus objetivos e fez grandes lives com patrocinadores e continuou a criar novas músicas para poder apresentar no retorno dos shows.

Uma dessas lives foi com o apoio da Gravadora e Distribuidora One RPM e do Clubinho Bar. A transmissão durou cerca de uma hora, e contou com a presença de duas mil pessoas. “Já que não podemos mais sentir o calor do público nos festivais, o jeito foi fazer algumas lives para o público. Não é igual, mas já dá para matar a saudades de tocar”, diz DJ Rotech Live.

Uma das marcas que o DJ carrega é a sua máscara que cobre todo o rosto. A ideia inicial era que pudesse esconder sua identidade, para que não atrapalhasse sua vida profissional antes de entrar para a música, mas acabou não durando muito tempo sua nova identidade. Outra característica sua é a forte presença de palco ser, que agita e faz o público pular.

“Não queria que essa minha nova vida afetasse o meu trabalho, então decidi usar uma máscara em meus shows, até que um dia um amigo meu acabou me reconhecendo. No fim acabou que não afetou meu trabalho, e ainda hoje uso a máscara para dar identidade ao Rotech Live. E todos os organizadores de festivais comentam como minha presença no palco anima o público”, explica o DJ.

As últimas apresentações que Rotech Live realizou foram o Elith Fest e o DHP, que ocorreu em Teresópolis e deu Sold Out. Ainda sem previsão de retorno, o DJ segue com suas produções criadas no período de isolamento, e já tem planos para elas. O objetivo é lançar em julho nas plataformas de streaming, como Spotify, Deezer e Amazon Music, se juntando a sua discografia.

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