Alex Ferraz

A ERA DAS BANALIZAÇÕES



Por Guilherme Fainberg
*médico psicanalista

Vivemos em uma época, aonde precisamos fazer o máximo possível, no menor tempo. Adoecemos assim, por expectativas irreais.Nossos corpos não suportam a falha e o tempo natural das coisas.

Quando temos que escolher uma coisa entre dez, muitos, celebram o infortúnio da certeza que perderam nove.Nos tornamos neuróticos pelo eterno descontentamento.
Nas cidades do interior, mais bucólicas, acontece o processo inverso.Ha uma tolerância exagerada, inclusive em casos patológicos como depressão e psicose.Estas,não são vistas como doenças ,mas como preguiça,desleixo ou capricho. Há uma banalização da doença e um certo relativismo por uma concepção de tempo distinta.

Nas cidades grandes ,capitais, regidas pela primazia da eficácia,qualquer mal como tristezas ou frustrações (que precisam ser vividas, ganham rótulo de depressão,há uma banalização da dor necessária e uma corrida para medica-la.
Sem duvida alguma, doenças existem. Cada caso deve ser entendido em seu contexto, através de uma ótica singular para que se possa com bom senso ,diferenciar normal de patológico.

Sair da versão mobile