Quando o respeito e a solidariedade rompem fronteiras. O pastor e cantor Kleber Lucas tem sido duramente agredido nas redes sociais e nos meios racistas e intolerantes, por ter participado de uma cerimônia pela Liberdade Religiosa, cantado acompanhado de atabaques.
O evento aconteceu no dia 22 de novembro, no terreiro de candomblé da mãe de santo Conceição d`Lissá, na Baixada Fluminense. O barracão Kwe Cejá Gbé de Nação Djeje Mahin, havia sido destruído, por um incêndio criminoso, em 2014.
Em uma clara manifestação de solidariedade e caridade, em favor da Liberdade Religiosa, a pastora luterana Lusmarina Campos Garcia, sugeriu ao babalawô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), uma doação reparadora. E um café da manhã reuniu diversas lideranças religiosas em Duque de Caxias, para confraternizar a doação de R$ 12,121.85.
Bom, a reunião virou um encontro fraternal e contou com presença e voz de Kleber Lucas, e ele deixou de ser chamado de “adorador” – expressão evangélica dada à cantores gospel – e passou a ser tratado por “endemoniado”, chegando a ser chamado por um pastor racista e intolerante de “preto safado”.
O gesto amistoso do músico ganha adesão e solidariedade nessa segunda, dia 11 de dezembro. A convocação é para religiosos de matriz africana, bem como agnósticos, ateus, intelectuais, artistas e toda sociedade para dar um basta à Intolerância Religiosa e ao Racismo.
Encontro em solidariedade ao pastor e cantor Kleber Lucas.
11 de dezembro, às 18h.
No Salão Nobre do IFCS – UFRJ.
Largo São Francisco de Paula, 1, Centro
